Simple things are all that matter
Nunca estamos contentes com aquilo que temos, infinitas vezes que ouvimos um cliché como este, e nunca pensamos na sua veracidade, e ele é bem real. Queremos sempre mais. Mas será isso tão mau assim? Cada um joga, como quer, quando quiser, como puder. São as regras do mundo. O não estar contente, em vez de se tornar em descontentamento crónico, pode tornar-se num impulso para andar para a frente e procurar aquilo que queremos, aquilo a que aspiramos, aquilo com que sonhamos. Só o descontentamento crónico é que é mau, a tristeza momentânea tornanos vivos, únicos. Dizem que só conhecendo a tristeza, podemos saber o que é estar-se feliz, ser-se feliz é uma ilusão, para se saber uma coisa, tem que se saber o seu oposto. Aquilo com que sonhamos é o que nos torna únicos, a forma como procuramos é o que nos define. E o que é que nós queremos, afinal? Saúde, amor e dinheiro? Deixemo-nos de coisas complexas, definições demasiado revolvidas, acabadas e gastas. Há muitas coisas neste mundo para descobrir, para além da estabilidade de quem espera por qualquer coisa que todos sabemos que acabará por chegar. Podemos simplesmente esperar, mas também podemos descobrir o que há para descobrir enquanto tivermos tempo. Nem falo de descobrir o outro lado do mundo, às vezes o encanto está no descobrir uma pessoa nova mais perto do que pensávamos, ou o simples prazer renovado de uma boa conversa com quem já conhecemos bem. Coisas simples. Apenas.
