pus o título e depois tirei, porque ele não era perfeito e tinha que ser. para ser título.
E a questão põe-se, ao fim do dia. Depois de remoeres algures dentro do dentro de ti, tudo te ocorre, tudo queres dizer. Mas quando olhas para uma página em branco, pões a questão de forma diferente e já não faz sentido cumprir a promessa que fazes a ti mesma de ir buscar a folha ao caderno aquilo que rabiscaste durante qualquer momento iluminado, e desenvolver aquilo que em momentos tinha sido a promessa de um pensamento.
A questão põe-se e a resposta é demasiado simples. Muito antes do rebuscado.
Simplesmente deixas fluir. Naturalmente, simplesmente, como sempre.
Ou como nem sempre?
--
“Caralhas.” Não sai este. Não me consigo decidir ao tom que quero dar-lhe, não tem cor, não tem forma, nem sabor, a sonoridade também lhe falta. Desejas demasiado ao mesmo tempo e nada te vem. Começas a deixar tudo vir em desconexões alucinogénicas absolutamente internas.
--
Era uma vez um menino. Eram uma vez muitos, na verdade. Já começas a divagar? Queres contar o quê, afinal? Não sei bem. Mas sei que era uma vez um menino. Era uma vez porque começa sempre bem; um menino porque não pode ser uma menina, porque meninas brincam com bonecos e apesar de lhe cortarem as cabeças por trás das costas das mães, cá não quero bonecos. Eu, é mais do tipo real. Riso. Real, pois está-se a ver. Quem fala?
--
Não sei porque é que escrevi isto. É qualquer coisa como espelho das conversas com o outro Mim. Tens que o (a?) conhecer. Ias gostar, qualquer dia apresento-vos. Mas para já não, porque o outro Mim ainda é um pouco... anti-social, diga-se. Ainda não se encaixou muito bem na sua irrealidade e passa a vida a dar-me sermões de moral.
--
[ouvindo d.c.d.]
Lusco-fusco. Só podia ser. Tons de dourado, claro. E areia quente e sol vermelho. Camelos cavalitam a distância, não sei porquê os camelos, mas sinto o cabelo colado no pescoço e não sabe mal. Quando vem uma qualquer brisa perdida, arrepia a espinha um pouco. Não sei se é medo, fico mesmo sem saber se se seguem os camelos, se se fica ali esperando. Os camelos sabem para onde vão e tu não, mas eles sabem o caminho.
[música seguinte]
Agora já tem mais tons de verde. Mas verde grafiti em pedra cinzenta e frio. As manhãs em que não ias à escola e por qualquer razão encontras-te na rua à hora em que nunca te encontras naquela rua. Sabe a doente, essa imagem. Sabe a uma luminosidade que não é do dia normal. Mas também é bom saber que o sol tem outros tons? As nuvens e os eclipses. Quem disse que o Sol era o Rei?
[Ainda a mesma música]
Hoje descobri que afinal não desgosto de andar de costas no autocarro e no comboio. É algo mais reflectivo que intuitivo. Mas tenho que ter mais atenção às paragens, que com a cabeça na lua e de costas a coisa não é fácil. Ao menos tive o aviso no dia em que a desejada era a última, mesmo assim só depois de uns bons segundos estranhei a hesitação do dito cujo.
[Música seguinte]
A lança foge das mãos. Cai morto no chão. Arrancam-lhe a pele e usam-na como tambor. Chupam-lhe o sangue e pintam-se com eles. Esturricam a carne e saboreiam-na com ervas mágicas. Dos ossos, les bijoux. Falta-me algo? Os nossos pais ainda chupavam os ossinhos, mas nós deitamos fora tudo que não é carne tenra e aprovada. Devemos andar a perder qualquer coisa? Agora a teoria evolucionista da decadência/decrescência?... Anything else?
--
I could surprise you.
--
Ajeita um pouco a voz. Isso. Nada de gaguejar. E sobretudo, não mistures personagens com destinatários. Pluriel?
Quer-me parecer que hoje o concreto ficou por baixo da lua e eu estou way beyond.
Quer-me parecer que foi das poucas coisas concretas que disse hoje. Sans jamais oublier quelques exceptions, bien sûr.
A questão põe-se e a resposta é demasiado simples. Muito antes do rebuscado.
Simplesmente deixas fluir. Naturalmente, simplesmente, como sempre.
Ou como nem sempre?
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“Caralhas.” Não sai este. Não me consigo decidir ao tom que quero dar-lhe, não tem cor, não tem forma, nem sabor, a sonoridade também lhe falta. Desejas demasiado ao mesmo tempo e nada te vem. Começas a deixar tudo vir em desconexões alucinogénicas absolutamente internas.
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Era uma vez um menino. Eram uma vez muitos, na verdade. Já começas a divagar? Queres contar o quê, afinal? Não sei bem. Mas sei que era uma vez um menino. Era uma vez porque começa sempre bem; um menino porque não pode ser uma menina, porque meninas brincam com bonecos e apesar de lhe cortarem as cabeças por trás das costas das mães, cá não quero bonecos. Eu, é mais do tipo real. Riso. Real, pois está-se a ver. Quem fala?
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Não sei porque é que escrevi isto. É qualquer coisa como espelho das conversas com o outro Mim. Tens que o (a?) conhecer. Ias gostar, qualquer dia apresento-vos. Mas para já não, porque o outro Mim ainda é um pouco... anti-social, diga-se. Ainda não se encaixou muito bem na sua irrealidade e passa a vida a dar-me sermões de moral.
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[ouvindo d.c.d.]
Lusco-fusco. Só podia ser. Tons de dourado, claro. E areia quente e sol vermelho. Camelos cavalitam a distância, não sei porquê os camelos, mas sinto o cabelo colado no pescoço e não sabe mal. Quando vem uma qualquer brisa perdida, arrepia a espinha um pouco. Não sei se é medo, fico mesmo sem saber se se seguem os camelos, se se fica ali esperando. Os camelos sabem para onde vão e tu não, mas eles sabem o caminho.
[música seguinte]
Agora já tem mais tons de verde. Mas verde grafiti em pedra cinzenta e frio. As manhãs em que não ias à escola e por qualquer razão encontras-te na rua à hora em que nunca te encontras naquela rua. Sabe a doente, essa imagem. Sabe a uma luminosidade que não é do dia normal. Mas também é bom saber que o sol tem outros tons? As nuvens e os eclipses. Quem disse que o Sol era o Rei?
[Ainda a mesma música]
Hoje descobri que afinal não desgosto de andar de costas no autocarro e no comboio. É algo mais reflectivo que intuitivo. Mas tenho que ter mais atenção às paragens, que com a cabeça na lua e de costas a coisa não é fácil. Ao menos tive o aviso no dia em que a desejada era a última, mesmo assim só depois de uns bons segundos estranhei a hesitação do dito cujo.
[Música seguinte]
A lança foge das mãos. Cai morto no chão. Arrancam-lhe a pele e usam-na como tambor. Chupam-lhe o sangue e pintam-se com eles. Esturricam a carne e saboreiam-na com ervas mágicas. Dos ossos, les bijoux. Falta-me algo? Os nossos pais ainda chupavam os ossinhos, mas nós deitamos fora tudo que não é carne tenra e aprovada. Devemos andar a perder qualquer coisa? Agora a teoria evolucionista da decadência/decrescência?... Anything else?
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I could surprise you.
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Ajeita um pouco a voz. Isso. Nada de gaguejar. E sobretudo, não mistures personagens com destinatários. Pluriel?
Quer-me parecer que hoje o concreto ficou por baixo da lua e eu estou way beyond.
Quer-me parecer que foi das poucas coisas concretas que disse hoje. Sans jamais oublier quelques exceptions, bien sûr.

3 Comments:
sabes, isso que andas a tomar, traz pra mim, traz.
e esquece o Darwin, p.f.
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j.c.c., at 5:24 a.m.
ah...
isso é para mim? d.c.d. numa camioneta?
guay:)
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Anónimo, at 3:37 p.m.
hey! darwin was never the question.
d.c.d. numa camioneta tem outras pastagens, chérie
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joui, at 7:35 p.m.
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