DE PUTA MADRE
Este, pelo que escrevo, será apenas e grandiosamente um tributo, um agradecimento, a toda uma comunidade.
AZAGRA de seu nome. Pertencente ao concelho d Alcahorra, província de El Rioja.
Cheguei no sábado, seriam cerca de 19h, feitas as contas, demorei 10 h para 600 km... contando claro todas as paragens, e a minha grande lacuna de orientação. Eram muitas placas...!
No primeiro impacto, o talvez mas agora refutável, mais importante, foi de cinzento amarelado... Casas pequenas, “carreteras” pequenas, sombra diminuta e sol imenso. Gente grande, aquela… E a altura nunca será importante para mim! A família, que da mesma forma que eu desesperava por encontrar (me) a ou uma saída de Burgos, desesperavam pela minha chegada. Abraços, desmazelados mas quentes, sorrisos e um olhar inocente de um ser d 6 meses apenas, alias, esta é a razão! O motivo deste texto, da minha ida e obrigada vinda, do desespero, da puta descomunal que apanhei, da forma livre e abstracta que me senti durante toda a estadia. Chama se Luís António, o meu afilhado, oficialmente desde Domingo passado.
Passei então á procura de descanso, de algum, do mínimo, que se demonstrou difícil pois quem passa 10h sentado como é k descansa, d pé?! Entrei em casa, era estranha. Grande mas pequena em cada compartimento, pouco funcional mas harmoniosamente cuidada. Num ápice, entre uma mija, a verdadeira mija, sou “requisitado”... “Anda comigo... tenho k ir ali ao café da Charõ (presumo k s escreva assim), não demoramos, descansas já!”. Fui, educado e desesperado pelo meu descanso, que é bom que se diga, merecido!!
Naquele trajecto comecei por me aperceber de algo muito importante, estou em Espanha, Navarra, castelhano... por um lado uma ansiedade por “hablar”, por outro o pânico de quem nem sequer se tinha lembrado do idioma, ou da diferença linguistica. Bem, chegamos ao café. Deparo me que ninguém me olha, que ninguém deu conta que eu ali cheguei, e eu que desde do momento em que em alcahorra, quando esperava pela minha prima, reparei que as pessoas vestiam malhas polares, casacos, ate gorros vi...! E eu estava de calções, manga curta e chinelos.
Este foi o início, do meu fim-de-semana, provinciano. E nada neste texto passara disso, deste início, pois o meio e o fim é meu e só a mim me pertence.
Durante cada segundo k passava, era nada mais, nada menos, segundos eternos. Em outros segundos e ate sem me dar conta, num ápice próprio e natural já eu tinha a fasquia demasiadamente alta, preocupava me ate, porque afinal, só queria estar bem, e tinha sido tão rápido chegar a esse estado... e rápido foi toda a minha estadia, primeiro porque me soube a pouco e depois alem de parecer uma semana, eram rápidos os movimentos, eram rápidos os olhares, eram rápidos e apressados todos os contactos, foi rápido me envolver naquela comunidade.
Confesso vos, que alem, muito alem do meu cepticismo natural, já não esperava encontrar fosse onde fosse, uma comunidade assim, e muito menos em Espanha.
Susy, Charõ, Gustavo, Alex, Lilia, Juan., hierarquicamente assim, foram e são os meus novos amigos. A eles, por todo o cuidado, por toda a atenção, por tudo o que, e isto é importante, ate inconscientemente me fizeram sentir, por tudo o que me deram, k eu não tinha nem julgava existir, ainda. Um muito obrigado, sinceramente sentido!!
União, d raças, d cor, d mentalidade, d idades, o desprezo pela discriminação, são um ponto descritivo crucial de Azagra. Todos te falam, respeitam e cumprimentam mas ninguém quer saber nada mais do k isso, excepto no mesmo tratamento. Dão mas exigem que os respeitem também, que os definas quando passas, mas pelo “hola” ou então pelos “buenos dias”, nada mais! Existe e é visivelmente notório a imensa confiança que anda por aquele ar, entre aquelas casitas e as suas ruelas de labirinto: Portas escancaradas, carros abertos, as crianças brincam onde quiserem, vão e vem, as horas que querem, não há preocupações... São tão felizes as crianças de Azagra! Ninguém sai de um estabelecimento, café, pub, entre outros, sem pagarem e acreditem, eu português, e hoje mais que nunca tenho a noção que a pergunta que fiz foi apenas por isso, a minha nacionalidade... “Susy, aqui e entre esta multidão d pessoas, neste corridinho de entre e sai, bem que nos podemos passar ao caralho sem pagar , não?!” A cara dela desiludiu se, e só se reanimou no segundo seguinte e depois de um leve e atarantado sorriso meu, dizendo me: “nunca aconteceu, e de certeza que é possível acontecer, mas não imagino quem seja... todos nos conhecemos e não vejo porque faze-lo.”
Pois... matou me!! Aquele meu velho e já conhecido, “MATOU ME”!!
A realidade de Azagra concentra se em 3 factores: harmonia e luta pela mesma; confiança, sempre e ate sobre o risco; e as suas tradições. E essas são extremamente importantes e cumpridas por qualquer habitante de Azagra, primeiro porque há “fiesta” e lá as festas, acreditem, serão mesmo festas..!! Depois e porque são muitos poucos, cerca de 4000 habitantes, juntam se! Entendo eu neste sentido, quem é que não quer estar com quem gostamos?!
Sitiados num vale, cm penhas aparando os de ambos os lados, forma de protecção presumo.
Um outro facto é a simpatia patente, a vontade visível de nos querer deixar à-vontade, destruição massiva da timidez. As relações entre vizinhos são fantásticas, realçando apenas uma parede que os divide entre eles. O que é meu é teu, o que é teu é meu.
Muito mais poderia dizer sobre Azagra, mas este sentimento com que fiquei, este de segredo, de resguardo de algo que não é meu, é deles, obriga m agora acabar.
Com a certeza k lá voltarei, apenas vos posso dizer, que uma vez em Azagra, a esperança aumenta, cremos, acredita se portanto!! Acredita se em mais alguma coisa, que afinal é possível se fazer mais, percebi que a humanidade ainda existe e existe apenas para quem nela acredita. Aprendi que a felicidade afinal é possível.
Já agora... O baptizado correu bem.
AZAGRA de seu nome. Pertencente ao concelho d Alcahorra, província de El Rioja.
Cheguei no sábado, seriam cerca de 19h, feitas as contas, demorei 10 h para 600 km... contando claro todas as paragens, e a minha grande lacuna de orientação. Eram muitas placas...!No primeiro impacto, o talvez mas agora refutável, mais importante, foi de cinzento amarelado... Casas pequenas, “carreteras” pequenas, sombra diminuta e sol imenso. Gente grande, aquela… E a altura nunca será importante para mim! A família, que da mesma forma que eu desesperava por encontrar (me) a ou uma saída de Burgos, desesperavam pela minha chegada. Abraços, desmazelados mas quentes, sorrisos e um olhar inocente de um ser d 6 meses apenas, alias, esta é a razão! O motivo deste texto, da minha ida e obrigada vinda, do desespero, da puta descomunal que apanhei, da forma livre e abstracta que me senti durante toda a estadia. Chama se Luís António, o meu afilhado, oficialmente desde Domingo passado.
Passei então á procura de descanso, de algum, do mínimo, que se demonstrou difícil pois quem passa 10h sentado como é k descansa, d pé?! Entrei em casa, era estranha. Grande mas pequena em cada compartimento, pouco funcional mas harmoniosamente cuidada. Num ápice, entre uma mija, a verdadeira mija, sou “requisitado”... “Anda comigo... tenho k ir ali ao café da Charõ (presumo k s escreva assim), não demoramos, descansas já!”. Fui, educado e desesperado pelo meu descanso, que é bom que se diga, merecido!!
Naquele trajecto comecei por me aperceber de algo muito importante, estou em Espanha, Navarra, castelhano... por um lado uma ansiedade por “hablar”, por outro o pânico de quem nem sequer se tinha lembrado do idioma, ou da diferença linguistica. Bem, chegamos ao café. Deparo me que ninguém me olha, que ninguém deu conta que eu ali cheguei, e eu que desde do momento em que em alcahorra, quando esperava pela minha prima, reparei que as pessoas vestiam malhas polares, casacos, ate gorros vi...! E eu estava de calções, manga curta e chinelos.
Este foi o início, do meu fim-de-semana, provinciano. E nada neste texto passara disso, deste início, pois o meio e o fim é meu e só a mim me pertence.
Durante cada segundo k passava, era nada mais, nada menos, segundos eternos. Em outros segundos e ate sem me dar conta, num ápice próprio e natural já eu tinha a fasquia demasiadamente alta, preocupava me ate, porque afinal, só queria estar bem, e tinha sido tão rápido chegar a esse estado... e rápido foi toda a minha estadia, primeiro porque me soube a pouco e depois alem de parecer uma semana, eram rápidos os movimentos, eram rápidos os olhares, eram rápidos e apressados todos os contactos, foi rápido me envolver naquela comunidade.
Confesso vos, que alem, muito alem do meu cepticismo natural, já não esperava encontrar fosse onde fosse, uma comunidade assim, e muito menos em Espanha.
Susy, Charõ, Gustavo, Alex, Lilia, Juan., hierarquicamente assim, foram e são os meus novos amigos. A eles, por todo o cuidado, por toda a atenção, por tudo o que, e isto é importante, ate inconscientemente me fizeram sentir, por tudo o que me deram, k eu não tinha nem julgava existir, ainda. Um muito obrigado, sinceramente sentido!!
União, d raças, d cor, d mentalidade, d idades, o desprezo pela discriminação, são um ponto descritivo crucial de Azagra. Todos te falam, respeitam e cumprimentam mas ninguém quer saber nada mais do k isso, excepto no mesmo tratamento. Dão mas exigem que os respeitem também, que os definas quando passas, mas pelo “hola” ou então pelos “buenos dias”, nada mais! Existe e é visivelmente notório a imensa confiança que anda por aquele ar, entre aquelas casitas e as suas ruelas de labirinto: Portas escancaradas, carros abertos, as crianças brincam onde quiserem, vão e vem, as horas que querem, não há preocupações... São tão felizes as crianças de Azagra! Ninguém sai de um estabelecimento, café, pub, entre outros, sem pagarem e acreditem, eu português, e hoje mais que nunca tenho a noção que a pergunta que fiz foi apenas por isso, a minha nacionalidade... “Susy, aqui e entre esta multidão d pessoas, neste corridinho de entre e sai, bem que nos podemos passar ao caralho sem pagar , não?!” A cara dela desiludiu se, e só se reanimou no segundo seguinte e depois de um leve e atarantado sorriso meu, dizendo me: “nunca aconteceu, e de certeza que é possível acontecer, mas não imagino quem seja... todos nos conhecemos e não vejo porque faze-lo.”
Pois... matou me!! Aquele meu velho e já conhecido, “MATOU ME”!!
A realidade de Azagra concentra se em 3 factores: harmonia e luta pela mesma; confiança, sempre e ate sobre o risco; e as suas tradições. E essas são extremamente importantes e cumpridas por qualquer habitante de Azagra, primeiro porque há “fiesta” e lá as festas, acreditem, serão mesmo festas..!! Depois e porque são muitos poucos, cerca de 4000 habitantes, juntam se! Entendo eu neste sentido, quem é que não quer estar com quem gostamos?!
Sitiados num vale, cm penhas aparando os de ambos os lados, forma de protecção presumo.
Um outro facto é a simpatia patente, a vontade visível de nos querer deixar à-vontade, destruição massiva da timidez. As relações entre vizinhos são fantásticas, realçando apenas uma parede que os divide entre eles. O que é meu é teu, o que é teu é meu.
Muito mais poderia dizer sobre Azagra, mas este sentimento com que fiquei, este de segredo, de resguardo de algo que não é meu, é deles, obriga m agora acabar.
Com a certeza k lá voltarei, apenas vos posso dizer, que uma vez em Azagra, a esperança aumenta, cremos, acredita se portanto!! Acredita se em mais alguma coisa, que afinal é possível se fazer mais, percebi que a humanidade ainda existe e existe apenas para quem nela acredita. Aprendi que a felicidade afinal é possível.
Já agora... O baptizado correu bem.

1 Comments:
Singing:
let's all build a little house in the mountains, in the woods, in the nice small town, and sing and play and drink and all, all life loooong lalalalal
eu também, eu quero ir :)
By
joui, at 11:39 a.m.
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