Little Red Riding Hood
Um dia a Capuchinho Vermelho aventurou-se por vegetações desconhecidas por teimosia. O lobo seguiu-a e comeu a avozinha, e o pai lenhador, num acto heróico cortou a barriga do lobo, encheu-a de pedras e salvou a sua rica filha, mais a avó.
Quantas vezes já ouvimos esta história?
Os anos passam. Quando somos pequeninos, ainda não torcemos pepinos, ainda não torcemos nada de nada. Torcemos a paciência da mamã, quando fazemos o beicinho e as insuportáveis birras quando não queremos comer e a pobre coitada lá se sujeita a contar a historiazinha mais uma vez a juntar à enésima. Porque não há outra e os dias já não dão para inventar. Há que se sujeitar à rotina e nós, pequenotes de rosto vermelho e inchado e cheio de papa, sujeitamo-nos a ouvir a história. Com uma particularidade: ouvimos a história original e o lenhador é o herói e é tudo como devia ser, acreditamos em tudo que devemos acreditar.
E hoje, se ouvisses a história? A coisa já não era bem igual, pois não? Já não se acredita em cirurgias animais realizadas por lenhadores, nem em avozinhas que caibam dentro das barrigas dos lobos, nem acreditamos nos lobos maus (hoje já nem sei se devo acreditar na existência dos lobos).
E se fôssemos reescrever a história, com todas as ironias latentes e as mesquinhices inerentes e as coisas perversas que saltam demasiado à vista numa história para crianças?
Alinhas?
Quantas vezes já ouvimos esta história?
Os anos passam. Quando somos pequeninos, ainda não torcemos pepinos, ainda não torcemos nada de nada. Torcemos a paciência da mamã, quando fazemos o beicinho e as insuportáveis birras quando não queremos comer e a pobre coitada lá se sujeita a contar a historiazinha mais uma vez a juntar à enésima. Porque não há outra e os dias já não dão para inventar. Há que se sujeitar à rotina e nós, pequenotes de rosto vermelho e inchado e cheio de papa, sujeitamo-nos a ouvir a história. Com uma particularidade: ouvimos a história original e o lenhador é o herói e é tudo como devia ser, acreditamos em tudo que devemos acreditar.
E hoje, se ouvisses a história? A coisa já não era bem igual, pois não? Já não se acredita em cirurgias animais realizadas por lenhadores, nem em avozinhas que caibam dentro das barrigas dos lobos, nem acreditamos nos lobos maus (hoje já nem sei se devo acreditar na existência dos lobos).
E se fôssemos reescrever a história, com todas as ironias latentes e as mesquinhices inerentes e as coisas perversas que saltam demasiado à vista numa história para crianças?
Alinhas?

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